Design é função, não forma.

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Design é função, não forma. – Essa frase citada no livro “A cabeça de Steve Jobs” de Leander Kahney, é sem dúvida nenhuma a síntese de como pensa uma das mentes mais brilhantes do mercado da indústria tecnológica que já existiu. Os conceitos da cabeça desse homem mudou o comportamento de toda uma geração. Ao contrário do que pensam vários fanboys por aí, eu tenho consciência de que ele não fez tudo isso sozinho. Bill Gates tem uma enorme parcela na revolução mundial causada pelos computadores pessoais e junto com Jobs, seja concorrendo ou em parceria como hoje, o Mundo não é mais o mesmo depois do que foi feito nos últimos 40 anos.

Afinal: louco ou gênio? Detalhista ou meritocrático?
No livro, ao contrário do filme, começa justamente quando Jobs retorna à Apple em 1996 e inicia a reformulação da empresa quando ela estava enfrentando uma grande crise sem precedentes. Seu trabalho foi árduo, longo e penoso. O que mais me chamou a atenção no livro foi o foco que Jobs teve nessa época. A Apple possuía uma grade de produtos enorme e de difícil assimilação pelo consumidor. E foi então que Jobs começou um trabalho de infinitas entrevistas com as equipes de todos os produtos da empresa em busca do refinamento. E uma das mais célebres atitudes quando concluiu o trabalho foi traçar de forma absolutamente simples a nova linha de produtos da Apple. Leia um trecho do livro:

[…] “Jobs desenhou uma tabela muito simples de dois por dois no quadro branco. No topo escreveu ‘Consumidor’ e ‘Profissional’, e na lateral ‘Portátil’ e ‘Desktop’. Aí estava a nova estratégia de produtos. Apenas quatro máquinas: dois notebooks e dois desktops, direcionados a usuários profissionais ou consumidores”. […]

Com essa atitude, Jobs que ainda era considerado um CEO interino, remou contra uma maré de direcionamentos que quase levaram a Apple à falência por causa da sua ausência de 11 anos. Se não fosse o seu foco em criar soluções simples voltados para o usuário talvez a empresa não estaria mais no mercado hoje em dia. Seu empenho aliado à um temperamento explosivo geraram grandes citações mas também criaram toda uma atmosfera em torno da sua personalidade onde termos como “louco” e “gênio” convivem na mesma pessoa.

A busca do menos.
O livro possui passagens memoráveis de Jobs (citadas por ele e outros pensadores) em busca da simplicidade nos produtos que produziu, mas sem deixar a qualidade de fora. Frases como “tente experimentar um produto durante 20 minutos, se desistir de usá-lo nesse período algo está errado”, “simplicidade é complexidade resolvida”, ou “um grande carpinteiro não vai usar madeira ordinária para a parte de trás de um armário, ainda que ninguém a veja”, fazem da Apple ser a empresa que mais cria na sociedade o desejo de possuir os seus produtos.

As maiores referências de Jobs são Henry Ford, Thomas Edison e Edwin Land e freqüentemente ele faz comparação da tecnologia com a arte onde acredita que tudo é uma questão de boa observação do que desejam as pessoas. Uma boa frase que remete à esse pensamento é “criatividade é apenas conectar coisas”. Outra grande frase que ficou famosa foi “os bons artistas copiam, os grandes artistas roubam” de Pablo Picasso e foi citada por Jobs na época da visita paga à empresa XEROX que deu de bandeja a invenção da interface gráfica e o mouse o que hoje em dia achamos absolutamente normal, mas na época foi completamente descartada como lixo pela empresa. Com essa tecnologia o acesso à informação ficou mais do que simplificado, ficou intuitivo e prazeroso, e disso Jobs entendia muito bem.

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