Processo criativo

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Criar é descobrir algo novo, ser original naquilo que se produz. Todo bom anúncio, por exemplo, depende de uma boa ideia. Uma boa ideia surge em um processo criativo.

Qualquer ato desse processo se dá através de nosso consciente e inconsciente. Quando existe percepção é a atividade consciente do cérebro que está identificando os fatos e analisando as situações. Tudo o que passamos, sentimos ou pensamos constitui nosso conhecimento e armazenamos isso na mente em forma de imagens.

1 – Preparação e captação de elementos (onde identificamos o que é a base essencial para a obtenção do objetivo a ser cumprido);

2 – Geração de ideias e soluções (onde selecionamos os meios para obtenção do objetivo, quais regras aplicar e o que definitivamente fazer);

3 – Execução e concretização de ideias (depois de estabelecidas as diretrizes é hora de fazer acontecer).

Durante uma atividade de criação, onde passamos pelas três fases anteriores é necessário ser criativo (e isso é lógico). Mas e como ser criativo, e o que é criatividade?

Criatividade é a capacidade de dar existência a algo novo, único e original com determinado objetivo. Surge de alguma angústia e busca solução imediata. A criação pode se dar de duas maneiras: pela invenção ou pela descoberta.

Invenção é a criação que resulta da associação de dois ou mais elementos ou imagens mentais. Descoberta é a percepção de algo existente de que não se tinha noção. Na descoberta a inteligência tem, quase sempre, participação efetiva, assim como a intuição.

Para estimular a criatividade, podem-se desenvolver atividades tais como:

1. Brainstorms (em grupo, para obter-se o maior número possível de ideias);

2. Centros criativos (grupo de pessoas com mesmos interesses e objetivos);

3. Ambientes culturais (Locais que propiciam a curiosidade e interesse por informação e conhecimento);

4. Trabalho intenso (sem medir esforços para alcançar os objetivos);

5. Desprezo por soluções já existentes (inconformismo com coisas e lugares comuns).

Criatividade não se aprende, mas se estimula. Treinamentos objetivam a aprendizagem de técnicas criativas e estimulam a capacidade inventiva, descobrindo assim, valores que por vezes estão escondidos e que podem vir á luz. Todas as pessoas são criativas, portanto, todas devem acreditar neste potencial que existe em cada uma e se manifesta pelo sonhar acordado, pela intuição, pela curiosidade e pela capacidade de inovar. A criatividade depende de três fatores: inteligência, emoção e imaginação produtiva. Se quisermos ser criativos, precisamos estimular isso toda vez que se manifesta, aproveitando as boas ideias em nosso trabalho, com paciência e disciplina, ou anotando-as. Sejam criativos, estimulem a criatividade e tenham bons resultados.

Recentemente, em grupos do Facebook, tenho visto muitas pessoas apresentarem seus trabalhos em andamento e/ou quase finalizados e pedirem opinião de outros usuários. Isso é normal, sempre é bom ter uma opinião externa de alguém que pode enxergar coisas que quem fez pode já não ter percebido. O problema é que muitas dessas pessoas parecem ter pulado várias etapas do processo de design para irem direto ao software (Photoshop, em muitas das vezes). Essa afobação de chegar logo ao computador prejudica em muito o resultado do trabalho, já que, sem as etapas iniciais, a arte fica sendo apenas um punhado de formas, fontes e cores sem qualquer significado real. E isso não é design. Eu tenho respondido a essas pessoas de maneira bem simples, dizendo apenas “Volte para o papel.”. Não importa quão clara esteja a ideia na sua cabeça, tentar passá-la diretamente para a tela do computador nunca vai ser tão prático, rápido e efetivo quanto primeiro levá-la para o papel.

“O design não é somente o que se vê ou o que se sente. O design é como funciona.” – Steve Jobs

Photoshop, Illustrator, Corel Draw, ou qualquer outro desse gênero, não são “programas de fazer design”. Eles são ferramentas que, se usadas com sabedoria, e em conjunto com o conhecimento teórico – o qual é indispensável -, podem ser usadas para finalizar o projeto realizado. Você saber mexer num programa, não importa o quão bom você seja nele, não te faz um designer; talvez faça de você um artista. Uma peça de arte pode ser interpretada das mais diferentes formas pelas pessoas que a veem. Já com design, não é assim que funciona, já que a forma como a maioria das pessoas, ou pelo menos seu público-alvo, deverá absorver a mensagem, tem que ser sempre a mesma, estipulada durante o processo de design. Se isso não ocorre, então é por que há uma falha ou um ruído na comunicação.

Então, não mate o processo criativo. Crie seu próprio, se for preciso. Ferramenta alguma jamais substituirá o papel e o lápis. Então aprenda a usá-los e amá-los.

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