Vamos começar a entrar no mundo de UX

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O que é UX?

O termo User Experience foi cunhado por Donald Norman no início de 1990, quando ele era Vice-Presidente do Advanced Technology Group da Apple, pois ele acreditava que definições como Interface de Usuário e Usabilidade limitavam o entendimento sobre o que o trabalho dele representava. Então, ele renomeou o seu cargo para “User Experience Architect Group”

Segundo a Wikipedia, User Experience envolve os sentimentos de uma pessoa em relação à utilização de um determinado produto, sistema ou serviço. A experiência do usuário destaca os aspectos afetivos, experiências, significativos e valiosos de interação humano-computador e propriedade do produto.

Uma questão importante para termos em mente é que (ao contrário do que muita gente acredita) a UX não é uma disciplina. Podemos considera-la, na verdade, uma mediação coordenada de várias disciplinas, trabalhando para manter o projeto centrado no usuário. A UX não deve ser responsabilidade exclusiva da equipe de design, pois o trabalho de todas as áreas geram impacto na experiência dos usuários com o produto. UX é muito mais estratégia do que design.

Joshua Porter, Diretor de UX da HubSpot, mantém um Tumblr bem interessante chamado 52 Weeks of UX. Entre os muitos textos interessantes que encontrei por lá está o 10 Principes of UX, e como sou uma pessoa adepta a compartilhar listas de princípios.

1. A experiência pertence ao usuário

Designers não criam experiências, criar produtos que geram experiências. Isso faz toda a diferença. Como a experiência é subjetiva, ela não pode ser concebida exatamente da mesma maneira que um produto físico. No entanto, isso não significa que não podemos projetar a maneira como as pessoas vão experimentar o nosso produto ou serviço. Se projetamos algo consistente, então as boas experiências serão uma ocorrência comum.

2. A área de UX é holística

Uma experiência não se limita a um produto em si. Ela é composta de todos os pontos de contato que um usuário pode ter a partir do produto, seja esse ponto tangível ou intangível. Nem todas estas coisas podem ser projetadas da mesma maneira, mas todas podem ser concebidos em diferentes níveis.

3. Uma boa experiência é invisível para o usuário

Quando as pessoas estão tendo uma boa experiência, elas raramente notam o esforço que estão despendendo para faze-la acontecer, e é assim que deve ser. O nosso trabalho como profissionais de UX é criar produtos tão bem sucedidos ao ponto de que ninguém se lembre nós.

4. Toda experiência possui um ciclo

As pessoas experimentam o mundo ao longo do tempo… Nada acontece de uma só vez. Dessa forma, dificilmente uma pessoa terá uma boa experiência com as coisas de forma imediata. Existe todo um ciclo que deve ser percorrido, começando com a consciência, seguindo desde a primeira utilização até o uso regular, e às vezes chegando ao declínio. Estes passos são relativamente estáveis.

5. O contexto é o rei

Em uma época em que é tão fácil criar produtos e conteúdos de forma rápida, devemos nos preocupar em voltar nossas atenções ao contexto, para criar produtos que se encaixem nas expectativas e necessidades dos usuários, e que possam agregar valor a vida das pessoas. Para isso, é necessário compreender os prós e os contras do contexto, e é por isso que os profissionais de UX devem sempre fazer pesquisas com o usuário, para perceber e trabalhar como as sutilezas de cada contexto.

6. Boas experiências mantêm o usuário no controle

Quando as pessoas não conseguem ter o controle sobre as coisas com a qual estão interagindo, na grande maioria das vezes elas ficam frustradas. Claro que eventualmente podemos surpreender as pessoas com algum elemento ou conteúdo relevante, mas é essencial que os usuários se sintam no controle da situação, sempre capazes de dar o próximo passo a sua própria vontade.

7. A experiência digital é social

Foi-se o tempo em que a experiência de uma pessoa com um computador ou dispositivo eletrônico era um fato pessoal e isolado. O ser humano é um ser social, e hoje a web é mais do que nunca é uma mídia social. Não estamos mais lidando com a forma com que uma pessoa se comporta em seu próprio país, pois através das redes essas fronteiras não mais existem… os contextos mudaram. Estamos lidando com a forma como alguém se comporta em um ambiente em constante alternância entre o público e o privado, e onde cada pixel afeta seu comportamento de forma diferente. Vivemos em uma era de ubiquidade em que a web já faz parte do nosso contexto social.

8. Psicologia é algo primário

Os softwares estão ficando cada vez mais fáceis de usar, e já não podemos mais considerar a usabilidade como um diferencial em nossos projetos. Para estar um passo a frente devemos cada vez mais nos preocupar com questões psicológicas, investindo em design emocional e persuasivo, interfaces sociais ou gamificação, para assim criarmos melhores experiências.

9. A UX é uma conversa

Assim como o marketing, a UX é uma conversa. Como profissionais de UX, estamos criando um diálogo com os usuários em que o objetivo é descobrir como podemos ajudá-los a fazer aquilo que eles querem fazer. Portanto, devemos enxergar além do produto em si, e criar serviços que estejam constantemente reagindo à evolução das necessidades do nosso público. Essa conversa diz respeito tanto a como entregamos um produto quanto a forma como o vamos melhorando para o usuário.

10. Grandes experiências são simples

A ideia de simplicidade vai muito além do banal “menos é mais” que ouvimos constantemente. Simplicidade não é sobre “quantidade”, mas sim sobre “clareza”. Se as pessoas podem compreender ou usar algo com pouca dificuldade, então você fez algo simples. Provavelmente você terá um esforço gigantesco para fazê-lo assim, pois fazer um design simples não é simples… Apenas o seu resultado parece ser.

Palestra de UX – SLIDES: Slides

Fonte: Blog Tiago Serra

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